domingo, 12 de junho de 2011

Diversificando os textos do livro original...

Texto de Celéstin Freinet (1985p.105)Livro:Pedagogia do Bom Senso
Atualizado por Mavanier

Pães e Rosas
 As crianças precisam de pão e de rosas,
têm necessidade do pão do corpo, do pão do espírito,
mas necessitam ainda mais do seu olhar, da sua voz,
do seu pensamento e da sua promessa.
Precisam sentir que encontraram,
em você e na sua escola,
 a ressonância de falar com alguém que as escute,
 de escrever a alguém que as leia ou as compreenda,
de produzir alguma coisa de útil e de belo
que é a expressão de tudo o que trazem nelas
de generoso e de superior.
È o cantico da alma, como um apelo do ser
para o afeto que nos ultrapassa.
È de tudo isso que vive a criança
alimentada de pão e conhecimentos
que a engrandece e a idealiza
que lhe abre o coração e o espírito.
A criança precisa de pão e de rosas.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

oCOMUNICADO

Quem estiver visitando este blog aguarde em breve novos textos sobre o conteudo do livro "O RESGATE DE CELESTIN FREINET- A escola do povo,escrito por Mavanier,a continuação  a partir do desenho da casa,pela criança,onde foi parado.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A GÊNESE DO DESENHO DA CASA em Freinet

A Gênese da casa
No universo do desenho infantil a casa tem um papel fundamental  tanto no aspecto gráfico como no contexto sentimental.Sua imagem evoca na criança segurança, bem-estar, relacionamento familiar e a sua própria vida,orientadora de suas aprendizagens e  adaptação ao meio.Graficamente a casa é representada de várias maneiras, porém, para a criqança, só existe uma  casa. A sua, aquela que simboliza o abrigo, qa estabelidade material e afetiva, que na prática é o centro da sua vida sentimental. A  criança quando chora na escola exclama:"a minha casa", "quero ir para casa", (na educação infantil) ,por ser a casa o refúgio natural da sua vida.Segundo Freinet, a casa surge no grafismo, muito cedo,de modo primitivo,mas com sentimento, embora no seu  início ela não passe  de um simples contorno fechado de formas confusas.(riscos irregulares).
Somente a partir de quatro anos de idade a criança começa a desenhar a casa com contornos mais parecidos, pela facilidade adquirida de rabiscar,então, nesta fase podem aparecer as portas,janelas e até outros detalhes, assim como a fechadura da porta. Posteriormente, são preenchidas com pessoas e objetos,trazendo preocupação com a fachada, os compartimentos e o telhado,característica principal da casa,pelo seu papel protetor. As janelas são fixadas bem acima, a porta rente ao chão, a chaminé com fumaça, uma paisagem sutil,etc.Estes elementos e4stão sempre presentes no desenho da casa. A chaminé, pode ser lembranças evocadas das histórias infantis e suas ilustrações,contos clássicos).

NOTA:Continuaremos com a gênese da casa nas próximas páginas.

domingo, 15 de agosto de 2010

Ilustração sobre os olhos e as vestes dos bonecos no desenho das crianças.

Continuação do texto-desenho dos bonecos em Freinet

Não foi possível anexar no seguimento as imagens,devido uma ferramenta que está impossibilitando,devido isso,continuo  no prosseguimento textual,quando for liberada,colocarei as imagens,não deixem de acompanhar.

Texto
A Continuidade  da experiência do desenho faz aparecer as criações sucessivas,as manifestações do comportamento promovidas pelo meio,favorecendo a expressão gráfica global dos bonecos,que são estimuladas através da repetição e vão sendo fixadas influenciando a reprodução mecânica dos desenhos, e muitas vezes,destacando-se no ato criador,uma liberdade artística natural.E assim o boneco vai adquirindo formatos e posições diferentes,de acordo com a técnica tateada dominada pela criança  e o significado  que pretende dar a imagem.
Freinet  destacou que o ato de desenhar bonecos de perfil poucas crianças conseguem  e nas amostras que recolhia para posterior estudo,s´mentte notou bonecos desenhados de perfil nas crianças africanas.Estas desde a educação infantil,desenham mais de perfil do que frontal,uma influência cultural da comunidade onde vivem e participarem de eventos com rituais tradicional em volta de figuras de deuses e outros seres cultuados.
Outra característica no desenho dos bonecos é a noção de movimento presente em alguns desenhos, observada pelo pedagogo, que  justificava da seguinte maneira: ..."está na capacidade que a criança desenvolve para captar a vida em tudo o que ela possui de fugaz e de comovente.Constitui, tal como para o artista e para o pintor, o objetivo da arte em que nós pais ou educadores a iniciamos."Freinet.1979p169. Os bonecos que representam a figura humana no universo infantil vão nascendo e aparecendo de diversos modelos de acordo com a criança,cada uma tem uma maneira natural e peculiar ,consoante a sua visão do meio,aspectos do grafismo dominados e automatizados.
Os mais diferentes tipos de bonecos a medida da evolução gráfica e da linguagem infantil,vão sendo aperfeiçoados na pratica escolar,propocional as tendências artísticas e as possibilidades do êxito adquirido. Importante é o processo  trabalhado pela criança,mais do que o resultado  na perfeição dos traços e identificação de personagens.Desenhar é uma forma de exercício,também.

OBS:Tentarei na página seguinte mostrar as imagens,caso a ferramenta seja desbloqueada.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

desenhos dos bonecos-continuação

Os olhos são os primeiros elementos que animam os desenhos dos bonecos. As orelhas raramente aparecem no desenho infantil,elas ocupam um papel secundário, mas os cabelos dificilmente são esquecidos, Eles apontam os valores de: beleza,decoração, mesmo na forma primitiva de grafismo. A roupa surge numa fase mais avançada do desenho, com todos os seus detalhes de vestimenta ou as vezes reduzidas, aparecendo somente os botões.
O avanço conseguido no desenho do boneco Freinet não analisava como resposta intelectual avançada da criança, pois explicava que a partir de dois anos de idade, toda criança já possui uma noção global  morfológica do homem, a não ser quando criança especial.
NOTA:veja na página seguinte as ilustrações e as legendas explicativas.